Manuscrito 512 – A História Oculta do Brasil


Situada na cidade do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional abriga um documento que é um dos maiores enigmas arqueológicos do Brasil, conhecido como Manuscrito 512.
O documento contém o relato de um grupo de bandeirantes que em meados do século XVIII encontrou as ruínas de uma cidade perdida no interior do estado da Bahia, o que pode mudar a visão e história, com outras civilizações que já conheciam a nossa terra.

Encontrado por acaso em 1839 por Manoel Ferreira Lagos (1816 – 1871) na então Biblioteca da Corte (atual Biblioteca Nacional-RJ) e posteriormente publicado pelo IHGB (Instituto Histórico Geográfico Brasileiro), o documento traz o subtítulo: “Relação histórica de uma oculta e grande povoação antiquíssima sem moradores, que se descobriu no ano de 1753”.

Oscilando entre uma narrativa com detalhes ora precisos, ora poéticos, o documento descreve as características da cidade em detalhes. Os bandeirantes que saíram de São Paulo se depararam com uma cordilheira cujas montanhas eram tão altas que “pareciam que chegavam à região etérea, e que serviam de trono ao vento, às próprias estrelas”, conforme narra o documento.
A entrada era formada por três arcos de grande altura, com inscrições que não puderam então decifrar. No fim da rua principal, havia uma praça, onde se erguia uma coluna de pedra negra, em cujo topo havia uma estátua de “um homem comum, com a mão no quadril esquerdo e o braço direito estendido, mostrando com o dedo indicador o Polo Norte. As casas da região estavam abandonadas, sem nenhum móvel ou vestígio de presença humana recente. 


Haviam detalhes que remetiam a civilizações antigas
,
como uma fonte e um pátio com colunas circulares em cada uma das 15 habitações que circundavam um grande salão.


Pablo Villarrubia Mauso, que fez uma expedição em busca da cidade perdida para a revista Sexto Sentido, acredita tê-la encontrado em Igatú, município de Andaraí, em plena Chapada Diamantina, no Estado da Bahia, seguindo orientação do explorador alemão Heinz Budweg, que afirma que as ruínas são fruto de construções vikinks do ano 1000.

 O jornalista e aventureiro 
Pablo Villarrubia.

Outra hipótese diferente é do linguista e explorador Luis Caldas Tibiriçá. Segundo ele,
“Alguns edifícios assemelham-se aos da Idade Média da Etiópia. 
As inscrições encontradas poderiam ser do idioma gueez, dos etíopes, os mesmos que, em suas crônicas, falavam de terras distantes que alcançaram com suas embarcações”.


Acima é possível ver uma curiosa escrita, similar as dos fenícios e outras civilizações antípodas, encontradas no documento.

Tibiriçá descarta a hipótese das ruínas serem antigas construções dos próprios nativos indígenas.

Alvo de muitas controvérs
ias, o documento ainda gera muitas especulações. Não se sabe ao certo a origem da cidade descrita no manuscrito, sua exata localização e quem foram seus habitantes, nem o seu fim. Ficou apenas o relato, e algumas hipóteses que ainda precisam ser devidamente comprovadas.

Alguns estudiosos acreditam que outras civilizações mantiveram contato com os p
ovos que aqui habitavam, muito antes da chegada dos europeus. Civilizações essas como os escandinavos, entre outros, sem deixar de citar os fenícios, os quais sua escrita se encontra na Pedra da Gávea.


Coronel Percy Fawcett, mencionado no artigoEnigmas da Floresta Amazônica,foi um famoso explorador britânico, obcecado por civilizações perdidas, e o famoso aventureiro teve contato com o Manuscrito 512. 

Fawcett estava no Brasil em busca de uma cidade perdida, chamada por ele de “Z”.



O ilustre Percy Fawcett.

Acredita-se que o manuscrito tenha sido produzido quando o grupo seguiu adiante com a expedição, enviando o documento ao Rio de  
.
Janeiro endereçado às autoridades competentes. No entanto, como acontece com todo mistério que se preze, a identidade dos bandeirantes foi perdida, e a localização da suposta cidade jamais foi descoberta.

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